domingo, 8 de abril de 2012

sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Prepare-se para a celebração com texto da carta aos hebreus;
Nós temos um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus. Por isso, mantenhamos firme a fé que professamos. De fato, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado como nós, em todas as coisas, menos no pecado. Portanto, aproximemo-nos do trono da graça com plena confiança, a fim de alcançarmos misericórdia, encontrarmos graça e sermos ajudados no momento oportuno.
Durante a sua vida na terra, Cristo fez orações e súplicas a Deus, em alta voz e com lágrimas, ao Deus que o podia salvar da morte. E Deus o escutou, porque ele foi submisso. Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através de seus sofrimentos. E, depois de perfeito, tornou-se a fonte da salvação eterna para todos aqueles que lhe obedecem.
quinta-feira, 5 de abril de 2012

Prepare-se para a missa, rezando com o texto do lava-pés: Jo 13-1-15
Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que tinha chegado a sua hora. A hora de passar deste mundo para o Pai. Ele, que tinha amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Durante a ceia, o diabo já tinha posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, o projeto de trair Jesus. Jesus sabia que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos. Sabia também que tinha saído de junto de Deus e que estava voltando para Deus.
Então Jesus se levantou da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Colocou água na bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando com a toalha que tinha na cintura. Chegou a vez de Simão Pedro. Este disse: Senhor, tu vais lavar os meus pés? Jesus respondeu: Você agora não sabe o que estou fazendo. Ficará sabendo mais tarde. Pedro disse: Tu não vais lavar os meus pés nunca! Jesus respondeu: Se eu não o lavar, você não terá parte comigo. Simão Pedro disse: Senhor, então podes lavar não só os meus pés, mas até as mãos e a cabeça. Jesus falou: Quem já tomou banho, só precisa lavar os pés, porque está todo limpo. Vocês também estão limpos, mas nem todos. Jesus sabia quem o iria trair; por isso é que ele falou: Nem todos vocês estão limpos.
Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto, sentou-se de novo e perguntou: Vocês compreenderam o que acabei de fazer? Vocês dizem que eu sou o Mestre e o Senhor. E vocês têm razão; eu sou mesmo. Pois bem: eu, que sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
No primeiro dia dos ázimos, os discípulos se aproximaram de Jesus, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comermos a Páscoa? Jesus respondeu: Vão à cidade, procurem certo homem, e lhe digam: ‘O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo, eu vou celebrar a Páscoa em sua casa, junto com os meus discípulos.’ Os discípulos fizeram como Jesus mandou, e prepararam a Páscoa. Ao cair da tarde, Jesus se pôs à mesa, com os doze discípulos. Enquanto comiam, Jesus disse: Eu lhes garanto: um de vocês vai me trair. Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: Senhor, será que sou eu? Jesus respondeu: Quem vai me trair, é aquele que comigo põe a mão no prato. O Filho do Homem vai morrer, conforme a Escritura fala a respeito dele. Porém, ai daquele que trair o Filho do Homem. Seria melhor que nunca tivesse nascido! Então Judas, o traidor, perguntou: Mestre, será que sou eu? Jesus lhe respondeu: É como você acaba de dizer.
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
É possível rezar quando estamos sofrendo e doentes Da dor, das doenças, das preocupações ninguém escapa. Mais cedo ou mais tarde nos deparamos com situações em que, como Jesus no alto da cruz, gritamos: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" E, por mais que a medicina se esforce, existem ainda doenças para as quais não se descobriu a cura. Além disso, quando pensamos ter encontrado o remédio para uma enfermidade, aparecem imediatamente outras que, à luz da ciência, são inexplicáveis.
Jamais devemos pensar que a doença seja castigo ou vingança de Deus contra o homem pecador. Este pensamento seria uma blasfêmia, uma visão distorcida do amor infinito de Deus para com o ser humano.
As doenças são frutos de imprudência, de situações que poderiam ser evitadas, de descuidos do poder público, de ‘violências’ ambientais e humanas contra a natureza que exige respeito e amor. Todo transtorno humano, biológico ou da natureza nos questiona profundamente e nos obriga a recorrer a Deus para encontrar uma resposta para os nossos dramas interiores. Aliás, os santuários de onde sobem a Deus as preces mais fortes e fervorosas são os hospitais e prontos-socorros. Quantas pessoas, não encontrando soluções para seus problemas, recorrem a Deus. Porém, algumas vezes, não sendo atendidas nos seus pedidos, desanimam e se consideram abandonadas por Ele. Entretanto, quando não sentimos Deus ao nosso lado, é certo que Ele está perto de nós. O seu amor é eterno, fiel e jamais nos abandona.
Precisamos nos convencer de uma só coisa: nada pode nos dispensar da oração. Nem as enfermidades, nem os trabalhos, nem as mil ocupações que preenchem nossas agendas. A oração é uma questão de fidelidade e de amor. Sem o amor nos sentimos perdidos, inseguros, sem saber para onde vamos. O amor humano às vezes nos falha; nem sempre podemos contar com a presença dos que consideramos amigos, muitos se afastam de nós e nos encontramos sozinhos no deserto da vida. Nesses momentos devemos reforçar nossa oração e permanecermos bem unidos a Deus.
Muitos santos aprenderam a rezar na doença
É interessante notar que muitos santos se converteram e aprenderam os segredos da oração na doença. Enquanto estavam com saúde viviam como se Deus não existisse, dedicados a todo tipo de prazeres e diversões. Parecia que nada seria capaz de perturbar-lhes a tranquilidade; buscavam com ânsia realizar tudo que lhes vinha à mente.
A saúde nos dá um sentido de terrível autossuficiência, independência de Deus e dos outros. Essa visão utilitarista e individualista é comum em todas as idades, mas especialmente na juventude, quando os problemas, a doença e a morte parecem fantasmas muito distantes.
Quem não se lembra da história de Francisco de Assis? Era jovem, rico e amigo de todos, mas a dura experiência de preso político na cidade de Perúgia, onde adoeceu, o fez sentir toda a própria fragilidade e pobreza. Nesses momentos de dor física e moral, de profunda solidão humana, o coração de Francisco foi mudando e escutando a voz do Senhor que o chamou para ajudá-lo a reconstruir a Igreja através de seu testemunho e pregação. O exemplo de Francisco é para todos nós um convite; ele soube aproveitar a doença para se aproximar mais e mais do Cristo crucificado.
Outro exemplo é Inácio de Loyola. Forte e corajoso, desejava ser lembrado na história por seus feitos a serviço dos reis da Espanha; porém, ao ser ferido na guerra, pediu livros de cavalarias para ajudar a passar o tempo; mas, na falta destes, lê a vida dos santos e os Evangelhos. Esses livros tocaram em profundidade o seu coração e ele se converteu. A enfermidade torna-se para ele ‘um sacramento de amor’. Através dela, percebeu que tudo é vaidade e que a única coisa que, realmente, importa é servir a Deus e à Igreja.
Teresa de Ávila, também, não foge a esta regra. Jamais teve boa saúde, a ponto de ser considerada morta e ter uma cova aberta; mas soube enfrentar tudo por amor ao Senhor e percorrer as terras da Espanha fundando Carmelos onde ‘o Rei, sua Majestade fosse bem servido’. Na sua autobiografia, Teresa revela que o caminho do sofrimento não deve nos afastar da oração em momento algum da vida: "Na doença e em situações difíceis, a alma que ama tem como verdadeira oração fazer a dádiva dos seus sofrimentos; lembrar-se daquele por quem os padece, conformar-se com as própria dores, havendo muitas outras coisas possíveis. Trata-se do exercício do amor, com um pouquinho de boa vontade, obtêm-se muitos lucros nos momentos em que o Senhor nos tira o tempo da oração com sofrimentos" (Santa Teresa de Jesus - Vida 7,12).
Talvez o exemplo mais evidente de que na doença é possível rezar seja o de Santa Teresinha do Menino Jesus, que morreu de tuberculose aos 24 anos. Ela sentiu a dor, o medo e, quem sabe, a tristeza de morrer na juventude. No livro História de uma alma, vez por outra ela nos abre um pouco das cortinas do seu coração e nos faz entrever o seu sofrimento: "O Senhor me dá coragem em proporção ao padecimento. Sinto que, para o momento, não poderia suportar mais, mas não tenho medo porque a coragem aumentará, se a dor redobrar" (Santa Teresinha do Menino Jesus).
Mesmo que o corpo seja esmagado pela dor, a alma sempre pode elevar-se acima de tudo e permanecer em íntima contemplação dos mistérios de Jesus: paixão, morte e, sobretudo, ressurreição. O cristão não pára na paixão nem na morte, ele sempre contempla Cristo glorioso que, tendo vencido todas as dores, nos chama à plena alegria na eternidade.
Rezemos para que a dor, os sofrimentos e as doenças nunca cheguem. Mas, se um dia eles baterem à nossa porta, saibamos acolhê-los como irmãos que nos visitam e fazer desses momentos oportunidades de muita oração. Não devemos nos deixar convencer de que a dor é boa; somente pela fé ela se torna caminho de amizade e de amor que nos abre a porta do paraíso.
Frei Raniero Cantalamessa
pregador oficial da Casa Pontifícia
Fonte: Jornal de Opinião Online – Ano 23 – nº 1188 – 19 a 25 de Março de 2012
domingo, 1 de abril de 2012


