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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

CELEBRAÇÃO DE NATAL 2011
COM. NOSSA SENHORA APARECIDA















RENOVAÇÃO DO CASAMENTO DE D. MARIA E Sr. SEBASTIÃO
50 anos - BODAS DE OURO





sábado, 24 de dezembro de 2011

Enxoval simbólico do Menino Jesus



Dia 1º - Preparação do ambiente – “ Paredes e janelas do quarto.”
Vivência: Vasculhar as paredes do nosso coração, purificando-as de pensamentos ou sentimentos desagradáveis, especialmente faltas de perdão e, arejar o ambiente com o perfume do nosso amor.

Dia 02 - Cuidar do “piso do quarto” - Deixá-lo limpo e brilhante com atos de humildade que impeçam toda e qualquer contaminação interior.

Dia 03 - “Cortinado” - Confeccionar e decorar o aposento de Jesus com lindas e delicadas cortinas, bordando-as com as cores suaves da reta intenção em todo nosso agir.

Dia 04 - “Ornamentação das paredes” - Deixar o quarto bem alegre, relembrando as cenas da Anunciação de Maria, procurando imitá-la no seu “sim”, sempre que for possível e oportuno.

Dia 05 - “Cômoda do bebê” - Adorná-la com diversas flores, símbolo do exercício das virtudes, especialmente a paciência, a simplicidade e o amor.

Dia 06 - “Objetos necessários para os cuidados do bebê” - Organizar bem o nosso dia. Cada coisa a seu tempo e em seu lugar, dando prioridade ao essencial. Que ninguém sofra, hoje, por descuido nosso!

Dia 07 - “Banquinho de Maria” - Cobrir com atos de generosidade o banquinho de Nossa Senhora, no qual sentará para ninar e amamentar Jesus. Acolhamos, de alguma forma, Jesus, que vem a nós na pessoa do próximo.

Dia 08 - “O berço de Jesus” - Fazer de nosso coração um berço acolhedor pela abertura à ação da graça, acolhendo e praticando as boas inspirações.

Dia 09 - “Colchãozinho” - Confeccioná-lo de forma que fique bem macio, com atos de delicadeza e ajuda ao próximo, especialmente os mais necessitados.

Dia 10 - “Travesseiro” - Procuremos dar a Jesus o maior conforto e um sono tranqüilo, através de um bom exame de consciência, modificando no que for necessário a nossa conduta e, se possível, purificar mais o nosso coração .

Dia 11 - “Fronhas” - Recobrir nossas ações com a pureza de intenção e equilíbrio entre o ser e o fazer.

Dia 12 - “Lençóis” - Envolver Jesus Menino, na pessoa do próximo, com atos sinceros de compreensão, bondade e amor, implorando bênçãos e graças para as famílias mais necessitadas.

Dia 13 - “Cobertores” - Para aquecer bem o Menino Jesus, faremos o maior número possível de atos de amor, em reparação das violências e injustiças que se cometem, hoje.

Dia 14 - “Colcha” - Tecer uma linda colcha de retalhos, com pequenas orações de repetição (jaculatórias), implorando a vinda de Jesus e seu acolhimento em todos os corações.

Dia 15 - “Fraldas” - Aproveitar bem e tempo, fazendo reserva de boas obras, cultivo espiritual, dedicando maior espaço no dia de hoje para estar com Jesus.

Dia 16 - “Camisa” - Cultivar a intimidade com Jesus, intensificando o silêncio e a oração, por todas as pessoas afastadas de Deus.

Dia 17 - “Sapatinhos de lã” - Proteger Jesus com atos de prudência e mortificação no relacionamento com o próximo. Oferecer o nosso dia para os que se desviarem do bom caminho.

Dia 18 - “Tip Top para Jesus” - Revestir nosso dia com as luzes e a força da Palavra de Deus meditada, interiorizada e vivenciada conforme os apelos do Senhor.

Dia 19 – “Casaquinho de lã” - Aquecer Jesus com gestos de afeto e gratidão, valorizando a vida e todas as oportunidades para crescer.

Dia 20 – “Touca” - Buscar intensa união com Maria e pedir sua proteção por todas as crianças desamparadas e sem lar.

Dia 21 – “Enfeites do quarto” - Preparar a chegada de Jesus, acolhendo bem todas as pessoas, no dia de hoje, oferecendo nossas preces e gestos concretos de amor e solidariedade.

Dia 22 - “Caminho de Belém” - Caminhar, em espírito, com Maria e José para o Belém de nossa vida, e oferecendo-lhe a acolhida calorosa de nossa disponibilidade em servir.

Dia 23 - “Gruta de Belém” - Contemplemos Jesus que vem a nós na simplicidade de uma criança pobre, frágil e necessitada. Marquemos nossa presença, na gruta, esperando-o com os dons do nosso despojamento interior.

Dia 24 - Feliz Natal! - Vivamos a alegria do Natal e manifestemos a todos a felicidade de nossa salvação em Cristo Jesus.

Feliz Natal a todos!

Fonte: "AmaDio: a força e a beleza de um Sim" Ir

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

São Francisco e o primeiro presépio


Um fato que nem todos sabem e que São Francisco de Assis foi o responsável por um dos mais famosos símbolos do Natal: o presépio. A idéia nasceu do seu desejo de tornar as grandes verdades do Espírito uma realidade para qualquer um.

Francisco amava as pessoas, desde o Papa imponente em seu palácio - e conheceu pessoalmente dois deles-ate os mendigos nas ruas, os ladrões nas montanhas, e principalmente os rejeitados, como os leprosos. Francisco amava os animais também. Ele amava os passarinhos. Muitas pessoas conhecem a história de como ele pregava para eles ao pousarem ao seu lado, e sé iam embora quando ele os despedia. Ele amava os animais ferozes, ate mesmo o lobo feroz que aterrorizava as pessoas de Gubio, na Itália, e que dizem ter sido domado por ele. Uma vez São Francisco implorou ao imperador que fizesse uma lei que se desse muita comida a todos os passaras e animais no Natal, para que eles sambem se regozijassem no Senhor.

Quando jovem, ele sambem gostava de possessões materiais, principalmente de roupas bonitas, tecidos caros como o veludo e o cetim da loja de seu abastado pai, Pietro Bernardone. Naquela época, as pessoas exibiam as suas riquezas no seu modo de vestir, e Bernardone gostava de ver o seu filho, o jovem mais bem vestido da cidade, levar todos os outros jovens a se divertirem com musica, Dança e farras, pois isso era vantajoso para os seus negócios nos quais esperava que um dia Francisco se unisse a ele.

Mas Francisco complicou a perceber que essas coisas neo o satisfaziam. Ele achava que devia haver algo mais real no mundo e fez de tudo para descobrir. Chegou até a ir para a guerra, mas acabou preso, e voltou para casa muito fraco após uma grave doença.

Finalmente descobriu que encontraria a verdadeira satisfação amando a Deus e fazendo a Sua vontade. Ele foi um exemplo tão bom desta nova maneira de viver, e a demonstrava tão bem que as pessoas começaram a segui-lo. Ele ansiava tornar as verdades de Deus tão compreensíveis que elas entenderiam, e um certo Natal teve a idéia de mostrar-lhes como devia ter sido, na realidade, o nascimento de Jesus, com toda a pobreza e desconforto.

Procurando, ele encontrou o lugar certo para isto: uma grande pilha de pedras numa montanha fria próxima ao vilarejo de Greccio. Na fenda ao lado da encosta encontrou uma caverna. Ali decidiu reconstruir o presépio. Pegou um boi e um burro, e colocou uma imagem do menino Jesus numa manjedoura entre eles. As noticias do que ele fazia se espalhou por toda a região. Seguindo em direção a caverna da montanha desolada, se via à noite, um fluxo constante de homens, mulheres e crianças carregando tochas e velas para iluminar o seu caminho. Depois todos se aglomeravam à entrada da caverna olhando Ia para dentro.

Até parecia que era meio-dia, escreveu alguém que esteve Iá, naquela meia-noite cheia de alegria para homens e animais, a multidão se aproximava; todos tão felizes por estarem presentes na reconstrução do eterno mistério. O próprio Francisco cantou a historia do Evangelho com uma voz forte, doce e clara, conta o observador. Depois pregou para as pessoas, da maneira mais terna, sobre o nascimento do Rei pobre na pequena cidade de Belém.

Então, quando virmos um presépio no Natal, podemos nos lembrar de São Francisco, o homenzinho pobre tal como ele se denominava, conseguiu tornar grandes verdades tão reais para os outros como eram para ele.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Estatuto do Natal



Art. I:
Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém guie-nos também nos caminhos difíceis da vida.

Art. II:
Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias.

Art. III:
Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade.

Parágrafo único:
Fica decretado que o Natal não é comercial, e sim espiritual.

Art. IV:
Que os homens, ao falarem em crise, lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela, que como bússola, apontam para o Norte da Salvação.

Art. V:
Que no Natal, os homens façam como as crianças: dêem-se as mãos e tentem promover a paz.

Art. VI:
Que haja menos desânimos, desconfianças, desamores, tristezas. E mais confiança no Menino Jesus.

Parágrafo único:
Fica decretado que o nascimento de Deus Menino é para todos: pobres e ricos, negros e brancos.

Art. VII:
Que os homens não sigam a corrida consumista de "ter", mas voltem-se para o "ser", louvando o Seu Criador.

Art. VIII:
Que os canhões silenciem, que as bombas fiquem eternamente guardadas nos arsenais, que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus.

Parágrafo único: Fica decretado que o Menino de Belém deve ser reconhecido por todos os homens como Filho de Deus, irmão de todos!

Art. IX:
Que o Natal não seja somente um momento de festas, presentes.

Art. X:
Que o Natal dê a todos um coração puro, livre, alegre, cheio de fé e de amor.

Art. XI:
Que o Natal seja um corte no egoísmo. Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar, cada um no seu nível, em seu lugar, os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade.

Art. XII:
Que a manjedoura seja a convergência de todas as coordenadas das idéias, das invenções, das ações e esperanças dos homens para a concretização da paz universal.

Parágrafo único: Fica decretado que todos devem poder dizer, ao se darem as mãos:

Feliz Natal para todos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Reflexão NATAL



Uma das maneiras de manifestarmos o nosso bem querer para com alguém que muito prezamos é oferecer-lhe um presente. O presente dá-nos a sensação de que “materializamos” a nossa afeição, tornamos visível a nossa simpatia, e “prolongamos”, conforme a durabilidade do mesmo, o nosso afeto...

“Mais vale o modo de dar do que aquilo que se dá”, dizem alguns. Mas não há dúvidas de que, ao presentear, procuramos – sempre que possível – adequar o valor do presente a ser dado à estima que queremos demonstrar.

Consumismo e apelos comerciais à parte, a época do Natal é um desses tempos fortes – creio que o mais forte deles – em que a prática de presentear pessoas ganha força e dinamismo em praticamente todas as culturas, em todas as sociedades. Variando um pouco de região para região, esse costume de presentear os outros parece vir sempre associado ao “aniversário” do nascimento de Cristo, ou ainda aos presentes que alguns magos lhe trouxeram quando o visitaram, em Belém.

Ano após ano, aproximando-se as festividades do Natal, a preocupação de todos parece voltar-se para a necessidade de presentear, de alguma forma, os que nos são caros, ou aqueles a quem devemos favores e obrigações...

E o aniversariante? E Aquele por cujo nascimento todas estas práticas se desencadeiam? Em que grau de estima e apreço o colocamos, e qual é a nossa preocupação em dar-lhe um presente à altura de sua dignidade? Pois Jesus é a causa de nossa existência. Tudo (inclusive nós) foi criado por Ele e para Ele. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu Corpo. Ele é o Princípio, o Primogênito dos mortos (tendo em tudo a primazia), pois nele aprouve a Deus fazer habitar toda a Plenitude, e a reconciliar por Ele e para Ele todos os seres, os da terra e os dos céus, realizando a paz pelo sangue de sua cruz (Col 1, 16c-20). “E é pelo sangue dele que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça, que Ele derramou profusamente sobre nós” (Ef 1, 7-8a).

Na verdade, Ele é que é o nosso presente. Ele é quem realmente nos foi dado por Deus Pai, como Dom pessoal, como expressão máxima de sua própria pessoa, de sua própria revelação, de seu próprio mistério. Ele, sim, é o maior – e o melhor! – de todos os presentes... Em que consideração não nos deve ter o Pai – e com que amor não nos deve amar – a ponto de nos dar o Seu Filho Único, para morrer a morte que nós merecíamos, e nos dar a vida que era dele? “Pois Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16).

“Que poderíamos retribuir ao Senhor, por tudo aquilo que Ele nos tem dado?” (Sl 116, 12).

“Fui eu quem fez o Universo e tudo me pertence, declara o Senhor. Mas é o angustiado que atrai meus olhares; o coração contrito, que teme a minha palavra” (Is 66,2).

Talvez possamos neste Natal retribuir a este imenso amor de Deus Pai para conosco com um coração realmente compungido, arrependido dos desamores por nós vividos até aqui. Um coração consciente do quanto carecemos de sua graça e da importância da restauração oferecida pelo Filho na Cruz; um coração, enfim, que quer se deixar conduzir pelo “Espírito que nele foi derramado” (Rm 5, 5) e viver em fidelidade à vocação a que Deus nos chama.

Tudo lhe pertence sim, mas “um coração arrependido e humilhado, Ele não haverá de desprezar” (Sl 51, 19b). Amém.