
domingo, 25 de dezembro de 2011
sábado, 24 de dezembro de 2011
Palavras do Pároco
Natal tempo da visita de Deus

Se Tu vens, por exemplo, às quatro da tarde,
desde às três eu começarei a ser feliz..”
(Antoine de Saint-Exupéry)
O tempo do Advento abre para a Igreja a grande celebração da manifestação do Salvador em nossa humanidade. O Advento é um tempo de preparação para as festas epifânicas; tem como tarefa preparar-nos para receber o Senhor que vem e se manifesta a nós. Sendo assim, a manifestação do Senhor tem dois aspectos: a manifestação em nossa carne ao nascer, que constitui sua primeira vinda; e a manifestação em glória e majestade no final dos tempos, que constitui sua segunda vinda.
Ansiosos esperamos sua chegada, esperamos o maravilhoso encontro entre o céu e a terra, Deus nos visita, vem ao nosso encontro, o divino de Deus se une à nossa humanidade, para fazer com que nossa humanidade se torne Divina.
Celebrando as alegrias deste dia em que “Te espero e não me canso, desde, até agora e para sempre, Amado que virá para por sua mão na minha testa e inventar com sua boca de verdade o meu nome para mim” (Adélia Prado) é que te desejo um feliz Natal e que possamos realizar o maravilhoso encontro com Aquele que nos propicia acolher a vida nova em plenitude.
Feliz e Santo Natal 2011!
Um ótimo 2012!
Pe. Daniel
Enxoval simbólico do Menino Jesus
Dia 1º - Preparação do ambiente – “ Paredes e janelas do quarto.”
Vivência: Vasculhar as paredes do nosso coração, purificando-as de pensamentos ou sentimentos desagradáveis, especialmente faltas de perdão e, arejar o ambiente com o perfume do nosso amor.
Dia 02 - Cuidar do “piso do quarto” - Deixá-lo limpo e brilhante com atos de humildade que impeçam toda e qualquer contaminação interior.
Dia 03 - “Cortinado” - Confeccionar e decorar o aposento de Jesus com lindas e delicadas cortinas, bordando-as com as cores suaves da reta intenção em todo nosso agir.
Dia 04 - “Ornamentação das paredes” - Deixar o quarto bem alegre, relembrando as cenas da Anunciação de Maria, procurando imitá-la no seu “sim”, sempre que for possível e oportuno.
Dia 05 - “Cômoda do bebê” - Adorná-la com diversas flores, símbolo do exercício das virtudes, especialmente a paciência, a simplicidade e o amor.
Dia 06 - “Objetos necessários para os cuidados do bebê” - Organizar bem o nosso dia. Cada coisa a seu tempo e em seu lugar, dando prioridade ao essencial. Que ninguém sofra, hoje, por descuido nosso!
Dia 07 - “Banquinho de Maria” - Cobrir com atos de generosidade o banquinho de Nossa Senhora, no qual sentará para ninar e amamentar Jesus. Acolhamos, de alguma forma, Jesus, que vem a nós na pessoa do próximo.
Dia 08 - “O berço de Jesus” - Fazer de nosso coração um berço acolhedor pela abertura à ação da graça, acolhendo e praticando as boas inspirações.
Dia 09 - “Colchãozinho” - Confeccioná-lo de forma que fique bem macio, com atos de delicadeza e ajuda ao próximo, especialmente os mais necessitados.
Dia 10 - “Travesseiro” - Procuremos dar a Jesus o maior conforto e um sono tranqüilo, através de um bom exame de consciência, modificando no que for necessário a nossa conduta e, se possível, purificar mais o nosso coração .
Dia 11 - “Fronhas” - Recobrir nossas ações com a pureza de intenção e equilíbrio entre o ser e o fazer.
Dia 12 - “Lençóis” - Envolver Jesus Menino, na pessoa do próximo, com atos sinceros de compreensão, bondade e amor, implorando bênçãos e graças para as famílias mais necessitadas.
Dia 13 - “Cobertores” - Para aquecer bem o Menino Jesus, faremos o maior número possível de atos de amor, em reparação das violências e injustiças que se cometem, hoje.
Dia 14 - “Colcha” - Tecer uma linda colcha de retalhos, com pequenas orações de repetição (jaculatórias), implorando a vinda de Jesus e seu acolhimento em todos os corações.
Dia 15 - “Fraldas” - Aproveitar bem e tempo, fazendo reserva de boas obras, cultivo espiritual, dedicando maior espaço no dia de hoje para estar com Jesus.
Dia 16 - “Camisa” - Cultivar a intimidade com Jesus, intensificando o silêncio e a oração, por todas as pessoas afastadas de Deus.
Dia 17 - “Sapatinhos de lã” - Proteger Jesus com atos de prudência e mortificação no relacionamento com o próximo. Oferecer o nosso dia para os que se desviarem do bom caminho.
Dia 18 - “Tip Top para Jesus” - Revestir nosso dia com as luzes e a força da Palavra de Deus meditada, interiorizada e vivenciada conforme os apelos do Senhor.
Dia 19 – “Casaquinho de lã” - Aquecer Jesus com gestos de afeto e gratidão, valorizando a vida e todas as oportunidades para crescer.
Dia 20 – “Touca” - Buscar intensa união com Maria e pedir sua proteção por todas as crianças desamparadas e sem lar.
Dia 21 – “Enfeites do quarto” - Preparar a chegada de Jesus, acolhendo bem todas as pessoas, no dia de hoje, oferecendo nossas preces e gestos concretos de amor e solidariedade.
Dia 22 - “Caminho de Belém” - Caminhar, em espírito, com Maria e José para o Belém de nossa vida, e oferecendo-lhe a acolhida calorosa de nossa disponibilidade em servir.
Dia 23 - “Gruta de Belém” - Contemplemos Jesus que vem a nós na simplicidade de uma criança pobre, frágil e necessitada. Marquemos nossa presença, na gruta, esperando-o com os dons do nosso despojamento interior.
Dia 24 - Feliz Natal! - Vivamos a alegria do Natal e manifestemos a todos a felicidade de nossa salvação em Cristo Jesus.
Feliz Natal a todos!
Fonte: "AmaDio: a força e a beleza de um Sim" Ir
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
São Francisco e o primeiro presépio
Um fato que nem todos sabem e que São Francisco de Assis foi o responsável por um dos mais famosos símbolos do Natal: o presépio. A idéia nasceu do seu desejo de tornar as grandes verdades do Espírito uma realidade para qualquer um.
Francisco amava as pessoas, desde o Papa imponente em seu palácio - e conheceu pessoalmente dois deles-ate os mendigos nas ruas, os ladrões nas montanhas, e principalmente os rejeitados, como os leprosos. Francisco amava os animais também. Ele amava os passarinhos. Muitas pessoas conhecem a história de como ele pregava para eles ao pousarem ao seu lado, e sé iam embora quando ele os despedia. Ele amava os animais ferozes, ate mesmo o lobo feroz que aterrorizava as pessoas de Gubio, na Itália, e que dizem ter sido domado por ele. Uma vez São Francisco implorou ao imperador que fizesse uma lei que se desse muita comida a todos os passaras e animais no Natal, para que eles sambem se regozijassem no Senhor.
Quando jovem, ele sambem gostava de possessões materiais, principalmente de roupas bonitas, tecidos caros como o veludo e o cetim da loja de seu abastado pai, Pietro Bernardone. Naquela época, as pessoas exibiam as suas riquezas no seu modo de vestir, e Bernardone gostava de ver o seu filho, o jovem mais bem vestido da cidade, levar todos os outros jovens a se divertirem com musica, Dança e farras, pois isso era vantajoso para os seus negócios nos quais esperava que um dia Francisco se unisse a ele.
Mas Francisco complicou a perceber que essas coisas neo o satisfaziam. Ele achava que devia haver algo mais real no mundo e fez de tudo para descobrir. Chegou até a ir para a guerra, mas acabou preso, e voltou para casa muito fraco após uma grave doença.
Finalmente descobriu que encontraria a verdadeira satisfação amando a Deus e fazendo a Sua vontade. Ele foi um exemplo tão bom desta nova maneira de viver, e a demonstrava tão bem que as pessoas começaram a segui-lo. Ele ansiava tornar as verdades de Deus tão compreensíveis que elas entenderiam, e um certo Natal teve a idéia de mostrar-lhes como devia ter sido, na realidade, o nascimento de Jesus, com toda a pobreza e desconforto.
Procurando, ele encontrou o lugar certo para isto: uma grande pilha de pedras numa montanha fria próxima ao vilarejo de Greccio. Na fenda ao lado da encosta encontrou uma caverna. Ali decidiu reconstruir o presépio. Pegou um boi e um burro, e colocou uma imagem do menino Jesus numa manjedoura entre eles. As noticias do que ele fazia se espalhou por toda a região. Seguindo em direção a caverna da montanha desolada, se via à noite, um fluxo constante de homens, mulheres e crianças carregando tochas e velas para iluminar o seu caminho. Depois todos se aglomeravam à entrada da caverna olhando Ia para dentro.
Até parecia que era meio-dia, escreveu alguém que esteve Iá, naquela meia-noite cheia de alegria para homens e animais, a multidão se aproximava; todos tão felizes por estarem presentes na reconstrução do eterno mistério. O próprio Francisco cantou a historia do Evangelho com uma voz forte, doce e clara, conta o observador. Depois pregou para as pessoas, da maneira mais terna, sobre o nascimento do Rei pobre na pequena cidade de Belém.
Então, quando virmos um presépio no Natal, podemos nos lembrar de São Francisco, o homenzinho pobre tal como ele se denominava, conseguiu tornar grandes verdades tão reais para os outros como eram para ele.
Dorothy Prescott
(http://www.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Estatuto do Natal
Art. I:
Que a estrela que guiou os Reis Magos para o caminho de Belém guie-nos também nos caminhos difíceis da vida.
Art. II:
Que o Natal não seja somente um dia, mas 365 dias.
Art. III:
Que o Natal seja um nascer de esperança, de fé e de fraternidade.
Parágrafo único:
Fica decretado que o Natal não é comercial, e sim espiritual.
Art. IV:
Que os homens, ao falarem em crise, lembrem-se de uma manjedoura e uma estrela, que como bússola, apontam para o Norte da Salvação.
Art. V:
Que no Natal, os homens façam como as crianças: dêem-se as mãos e tentem promover a paz.
Art. VI:
Que haja menos desânimos, desconfianças, desamores, tristezas. E mais confiança no Menino Jesus.
Parágrafo único:
Fica decretado que o nascimento de Deus Menino é para todos: pobres e ricos, negros e brancos.
Art. VII:
Que os homens não sigam a corrida consumista de "ter", mas voltem-se para o "ser", louvando o Seu Criador.
Art. VIII:
Que os canhões silenciem, que as bombas fiquem eternamente guardadas nos arsenais, que se ouça os anjos cantarem Glória a Deus no mais alto dos céus.
Parágrafo único: Fica decretado que o Menino de Belém deve ser reconhecido por todos os homens como Filho de Deus, irmão de todos!
Art. IX:
Que o Natal não seja somente um momento de festas, presentes.
Art. X:
Que o Natal dê a todos um coração puro, livre, alegre, cheio de fé e de amor.
Art. XI:
Que o Natal seja um corte no egoísmo. Que os homens de boa vontade comecem a compartilhar, cada um no seu nível, em seu lugar, os bens e conquistas da civilização e cultura da humildade.
Art. XII:
Que a manjedoura seja a convergência de todas as coordenadas das idéias, das invenções, das ações e esperanças dos homens para a concretização da paz universal.
Parágrafo único: Fica decretado que todos devem poder dizer, ao se darem as mãos:
Feliz Natal para todos.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Papa Bento XVI nomeia novo bispo auxiliar para a Arquidiocese de BH
No dia 11 de fevereiro, às 9h30, monsenhor João Justino de Medeiros Silva será ordenado bispo, na cidade de Juiz de Fora (MG).
Em nota, o monsenhor João Justino de Medeiros manifestou a alegria de integrar a Arquidiocese de Belo Horizonte, unindo-se ao arcebispo metropolitano e aos bispos auxiliares. “Alegra-me a possibilidade de iniciar o ministério de bispo integrado em uma verdadeira comunidade episcopal com meus irmãos maiores dom Joaquim Giovani Mol, dom Luiz Gonzaga Fechio, dom Wilson Angotti, presididos pelo senhor dom Walmor Oliveira de Azevedo, nosso Arcebispo”.
O monsenhor João Justino de Medeiros Silva disse que deseja “viver em profunda comunhão com os presbíteros, os diáconos, os religiosos e as religiosas, os leigos e as leigas” e pediu a oração de cada um.
Natural de Juiz de Fora, o monsenhor João Justino de Medeiros nasceu no dia 22 de dezembro de 1966. Foi ordenado padre no dia 13 de dezembro. É doutor e mestre em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, tem licenciatura e bacharelado em Ciências Sociais, graduado em pedagogia, teologia e filosofia. Entre as diversas atividades exercidas na Arquidiocese de Juiz de Fora, foi vigário Episcopal para a Cultura, reitor do Seminário Arquidiocesano Santo Antônio e coordenador do Conselho Presbiteral da Arquidiocese.
Esta é a terceira nomeação de um bispo auxiliar para a Arquidiocese de Belo Horizonte neste ano. Em 2011, passaram a integrar o governo da Arquidiocese os bispos auxiliares dom Luiz Gonzaga Fechio e dom Wilson Angotti.
Fonte: Site Arquidiocese BH
UMA VISITA INESPERADA
Foi
na noite de Natal. Um anjo apareceu a uma família muito rica e falou
para a dona da casa. - Trago-te uma boa notícia: esta noite o
Senhor Jesus virá visitar a tua casa!
Aquela senhora ficou entusiasmada. Jamais acreditara ser possível que esse milagre acontecesse em sua casa. Tratou de preparar um excelente jantar para receber Jesus. Encomendou frangos, assados, conservas, saladas e vinhos importados.
De repente, tocaram a campainha. Era uma mulher com roupas miseráveis, com aspecto de quem já sofrera muito.
- Senhora, - disse a pobre mulher, - Será que não teria algum serviço para mim? Tenho fome e tenho necessidade de trabalhar.
- Ora bolas! - retorquiu a dona da casa. - Isso são horas de me vir incomodar? Volte outro dia. Agora estou muito atarefada com um jantar para uma visita muito importante.
A pobre mulher retirou-se. Um pouco mais tarde, um homem, sujo de óleo, veio bater-lhe à porta. - Senhora, - disse ele, - O meu camião avariou aqui mesmo em frente à sua casa. Não teria a senhora, por acaso, um telefone para que eu pudesse comunicar com um mecânico?
A senhora, como estava ocupadíssima em limpar as pratas, lavar os cristais e os pratos de porcelana, ficou muito irritada.
- Você pensa que minha casa é o quê? Vá procurar um telefone público... Onde já se viu incomodar as pessoas dessa maneira? Por favor, cuide para não sujar a entrada da minha casa com esses pés imundos!
E a anfitriã continuou a preparar o jantar: abriu latas de caviar, colocou o champanhe no frigorífico, escolheu, na adega, os melhores vinhos e preparou os coquetéis.
Nesse momento, alguém lá fora bate palmas. “Será que agora é que é Jesus?” -pensou ela, emocionada. E com o coração a bater acelerado, foi abrir a porta. Mas decepcionou-se: era um menino de rua, todo sujo e mal vestido...
- Senhora, estou com fome. Dê-me um pouco de comida!
- Como é que eu te vou dar comida, se nós ainda não jantámos?! Volta amanhã, porque esta noite estou muito atarefada... não te posso dar atenção.
Finalmente o jantar ficou pronto. Toda a família esperava, emocionada, o ilustre visitante. Entretanto, as horas iam passando e Jesus não aparecia. Cansados de tanto esperar, começaram a tomar aqueles coquetéis especiais que, pouco a pouco, já começavam a fazer efeito naqueles estômagos vazios, até que o sono fez com que se esquecessem dos frangos, assados e de todos os pratos saborosos.
De madrugada, a senhora acordou sobressaltada e, com grande espanto, viu que estava junto dela um anjo.
- Será que um anjo é capaz de mentir? - gritou ela. - Eu preparei tudo esmeradamente, aguardei a noite inteira e Jesus não apareceu. Por que é que você fez essa brincadeira comigo?
- Não fui eu que menti... Foi você que não teve olhos para enxergar. - explicou o anjo. - Jesus esteve aqui em sua casa três vezes: na pessoa da mulher pobre, na pessoa do motorista e na pessoa do menino faminto, mas a senhora não foi capaz de reconhecê-lo e acolhê-lo em sua casa”.
Aquela senhora ficou entusiasmada. Jamais acreditara ser possível que esse milagre acontecesse em sua casa. Tratou de preparar um excelente jantar para receber Jesus. Encomendou frangos, assados, conservas, saladas e vinhos importados.
De repente, tocaram a campainha. Era uma mulher com roupas miseráveis, com aspecto de quem já sofrera muito.
- Senhora, - disse a pobre mulher, - Será que não teria algum serviço para mim? Tenho fome e tenho necessidade de trabalhar.
- Ora bolas! - retorquiu a dona da casa. - Isso são horas de me vir incomodar? Volte outro dia. Agora estou muito atarefada com um jantar para uma visita muito importante.
A pobre mulher retirou-se. Um pouco mais tarde, um homem, sujo de óleo, veio bater-lhe à porta. - Senhora, - disse ele, - O meu camião avariou aqui mesmo em frente à sua casa. Não teria a senhora, por acaso, um telefone para que eu pudesse comunicar com um mecânico?
A senhora, como estava ocupadíssima em limpar as pratas, lavar os cristais e os pratos de porcelana, ficou muito irritada.
- Você pensa que minha casa é o quê? Vá procurar um telefone público... Onde já se viu incomodar as pessoas dessa maneira? Por favor, cuide para não sujar a entrada da minha casa com esses pés imundos!
E a anfitriã continuou a preparar o jantar: abriu latas de caviar, colocou o champanhe no frigorífico, escolheu, na adega, os melhores vinhos e preparou os coquetéis.
Nesse momento, alguém lá fora bate palmas. “Será que agora é que é Jesus?” -pensou ela, emocionada. E com o coração a bater acelerado, foi abrir a porta. Mas decepcionou-se: era um menino de rua, todo sujo e mal vestido...
- Senhora, estou com fome. Dê-me um pouco de comida!
- Como é que eu te vou dar comida, se nós ainda não jantámos?! Volta amanhã, porque esta noite estou muito atarefada... não te posso dar atenção.
Finalmente o jantar ficou pronto. Toda a família esperava, emocionada, o ilustre visitante. Entretanto, as horas iam passando e Jesus não aparecia. Cansados de tanto esperar, começaram a tomar aqueles coquetéis especiais que, pouco a pouco, já começavam a fazer efeito naqueles estômagos vazios, até que o sono fez com que se esquecessem dos frangos, assados e de todos os pratos saborosos.
De madrugada, a senhora acordou sobressaltada e, com grande espanto, viu que estava junto dela um anjo.
- Será que um anjo é capaz de mentir? - gritou ela. - Eu preparei tudo esmeradamente, aguardei a noite inteira e Jesus não apareceu. Por que é que você fez essa brincadeira comigo?
- Não fui eu que menti... Foi você que não teve olhos para enxergar. - explicou o anjo. - Jesus esteve aqui em sua casa três vezes: na pessoa da mulher pobre, na pessoa do motorista e na pessoa do menino faminto, mas a senhora não foi capaz de reconhecê-lo e acolhê-lo em sua casa”.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
REFLEXÃO - DOÇURA
O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras.
Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.
O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras.
Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, Prêmio Nobel de Literatura de 1913:
Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.
* * *
Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam arrumar tudo aos gritos e pancadas.
E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante trabalhando em silêncio.
Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.
O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras.
Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosas formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, Prêmio Nobel de Literatura de 1913:
Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.
* * *
Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam arrumar tudo aos gritos e pancadas.
E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante trabalhando em silêncio.
(do livro Lições que Ensinam- Visão Editora)
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Um desejo de Natal
Papai Noel neste Natal eu desejo que a "Paz e a Harmonia" encontrem moradia em todos os corações.
Que a Esperança seja um sentimento constante em cada ser que habita este planeta.
Desejo que o Amor e a Amizade prevaleçam acima de todas as coisas materiais.
Que as Tristezas ou Mágoas, sejam banidas dos corações,
dando lugar apenas ao Carinho.
Que a "Dor do Amor", encontre o remédio em outro Amor.
Que a "Dor Física", seja amenizada e que Deus esteja ao lado de todos, dando muita força, fé e resignação.
Que a Solidão seja Extinta, e no seu lugar se instale
a Amizade Verdadeira, e o Companheirismo.
Que as pessoas procurem olhar mais a sua "Volta", e não tanto para "Si" mesma.
Que a Humildade e o Respeito residam na Alma e no Coração de todos. "Que saibamos Amar e Respeitar o Próximo como a nós mesmos".
Desejo também que meu pedido se realize não só neste Natal,
mas em todos os dias de nossas vidas!
Reflexão NATAL
Uma
das maneiras de manifestarmos o nosso bem querer para com alguém que
muito prezamos é oferecer-lhe um presente. O presente dá-nos a sensação
de que “materializamos” a nossa afeição, tornamos visível a nossa
simpatia, e “prolongamos”, conforme a durabilidade do mesmo, o nosso
afeto...
“Mais vale o modo de dar do que aquilo que se dá”, dizem alguns. Mas não há dúvidas de que, ao presentear, procuramos – sempre que possível – adequar o valor do presente a ser dado à estima que queremos demonstrar.
Consumismo e apelos comerciais à parte, a época do Natal é um desses tempos fortes – creio que o mais forte deles – em que a prática de presentear pessoas ganha força e dinamismo em praticamente todas as culturas, em todas as sociedades. Variando um pouco de região para região, esse costume de presentear os outros parece vir sempre associado ao “aniversário” do nascimento de Cristo, ou ainda aos presentes que alguns magos lhe trouxeram quando o visitaram, em Belém.
Ano após ano, aproximando-se as festividades do Natal, a preocupação de todos parece voltar-se para a necessidade de presentear, de alguma forma, os que nos são caros, ou aqueles a quem devemos favores e obrigações...
E o aniversariante? E Aquele por cujo nascimento todas estas práticas se desencadeiam? Em que grau de estima e apreço o colocamos, e qual é a nossa preocupação em dar-lhe um presente à altura de sua dignidade? Pois Jesus é a causa de nossa existência. Tudo (inclusive nós) foi criado por Ele e para Ele. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu Corpo. Ele é o Princípio, o Primogênito dos mortos (tendo em tudo a primazia), pois nele aprouve a Deus fazer habitar toda a Plenitude, e a reconciliar por Ele e para Ele todos os seres, os da terra e os dos céus, realizando a paz pelo sangue de sua cruz (Col 1, 16c-20). “E é pelo sangue dele que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça, que Ele derramou profusamente sobre nós” (Ef 1, 7-8a).
Na verdade, Ele é que é o nosso presente. Ele é quem realmente nos foi dado por Deus Pai, como Dom pessoal, como expressão máxima de sua própria pessoa, de sua própria revelação, de seu próprio mistério. Ele, sim, é o maior – e o melhor! – de todos os presentes... Em que consideração não nos deve ter o Pai – e com que amor não nos deve amar – a ponto de nos dar o Seu Filho Único, para morrer a morte que nós merecíamos, e nos dar a vida que era dele? “Pois Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16).
“Que poderíamos retribuir ao Senhor, por tudo aquilo que Ele nos tem dado?” (Sl 116, 12).
“Fui eu quem fez o Universo e tudo me pertence, declara o Senhor. Mas é o angustiado que atrai meus olhares; o coração contrito, que teme a minha palavra” (Is 66,2).
Talvez possamos neste Natal retribuir a este imenso amor de Deus Pai para conosco com um coração realmente compungido, arrependido dos desamores por nós vividos até aqui. Um coração consciente do quanto carecemos de sua graça e da importância da restauração oferecida pelo Filho na Cruz; um coração, enfim, que quer se deixar conduzir pelo “Espírito que nele foi derramado” (Rm 5, 5) e viver em fidelidade à vocação a que Deus nos chama.
Tudo lhe pertence sim, mas “um coração arrependido e humilhado, Ele não haverá de desprezar” (Sl 51, 19b). Amém.
“Mais vale o modo de dar do que aquilo que se dá”, dizem alguns. Mas não há dúvidas de que, ao presentear, procuramos – sempre que possível – adequar o valor do presente a ser dado à estima que queremos demonstrar.
Consumismo e apelos comerciais à parte, a época do Natal é um desses tempos fortes – creio que o mais forte deles – em que a prática de presentear pessoas ganha força e dinamismo em praticamente todas as culturas, em todas as sociedades. Variando um pouco de região para região, esse costume de presentear os outros parece vir sempre associado ao “aniversário” do nascimento de Cristo, ou ainda aos presentes que alguns magos lhe trouxeram quando o visitaram, em Belém.
Ano após ano, aproximando-se as festividades do Natal, a preocupação de todos parece voltar-se para a necessidade de presentear, de alguma forma, os que nos são caros, ou aqueles a quem devemos favores e obrigações...
E o aniversariante? E Aquele por cujo nascimento todas estas práticas se desencadeiam? Em que grau de estima e apreço o colocamos, e qual é a nossa preocupação em dar-lhe um presente à altura de sua dignidade? Pois Jesus é a causa de nossa existência. Tudo (inclusive nós) foi criado por Ele e para Ele. Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu Corpo. Ele é o Princípio, o Primogênito dos mortos (tendo em tudo a primazia), pois nele aprouve a Deus fazer habitar toda a Plenitude, e a reconciliar por Ele e para Ele todos os seres, os da terra e os dos céus, realizando a paz pelo sangue de sua cruz (Col 1, 16c-20). “E é pelo sangue dele que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça, que Ele derramou profusamente sobre nós” (Ef 1, 7-8a).
Na verdade, Ele é que é o nosso presente. Ele é quem realmente nos foi dado por Deus Pai, como Dom pessoal, como expressão máxima de sua própria pessoa, de sua própria revelação, de seu próprio mistério. Ele, sim, é o maior – e o melhor! – de todos os presentes... Em que consideração não nos deve ter o Pai – e com que amor não nos deve amar – a ponto de nos dar o Seu Filho Único, para morrer a morte que nós merecíamos, e nos dar a vida que era dele? “Pois Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16).
“Que poderíamos retribuir ao Senhor, por tudo aquilo que Ele nos tem dado?” (Sl 116, 12).
“Fui eu quem fez o Universo e tudo me pertence, declara o Senhor. Mas é o angustiado que atrai meus olhares; o coração contrito, que teme a minha palavra” (Is 66,2).
Talvez possamos neste Natal retribuir a este imenso amor de Deus Pai para conosco com um coração realmente compungido, arrependido dos desamores por nós vividos até aqui. Um coração consciente do quanto carecemos de sua graça e da importância da restauração oferecida pelo Filho na Cruz; um coração, enfim, que quer se deixar conduzir pelo “Espírito que nele foi derramado” (Rm 5, 5) e viver em fidelidade à vocação a que Deus nos chama.
Tudo lhe pertence sim, mas “um coração arrependido e humilhado, Ele não haverá de desprezar” (Sl 51, 19b). Amém.
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